Mulher caminhoeira, a representatividade femina nas estradas brasileiras

Aproveitando que março é o mês que celebra o Dia Internacional da Mulher, vamos falar sobre uma classe corajosa, que enfrenta os desafios da estrada: a mulher caminhoneira. 

São as mulheres caminhoneiras que garantem a representatividade feminina pelas estradas brasileiras e que, aos poucos, conseguem seu lugar nesse espaço que foi predominantemente masculino durante anos. No entanto, a primeira motorista profissional de caminhão começou no início dos anos 50.

De acordo com o site Rank Brasil, o pioneirismo feminino na profissão no Brasil é de Neiva Chaves Zelaya, que teve a primeira habilitação profissional para veículos de carga emitida para mulheres no país. 

Na época em que começou transportar cargas pelo país, Tia Neiva, como era chamada, tinha 24 anos. De lá pra cá, a profissão encantou outras mulheres, mas a representatividade feminina ainda é pouca, apenas 6,5% do total de quase 3 milhões de profissionais com carteiras das modalidades requeridas para dirigir veículos pesados.

Os principais desafios das mulheres caminhoneiras

Mesmo sem querer trazer à tona discussões sobre questão de gênero, sabemos que os desafios das mulheres nessa profissão não são poucos. Sendo assim, enfrentar a dureza da profissão, que é cercada por estereótipos, não é fácil. 

Entretanto, vencer preconceitos e ir à luta, em busca de seu sonho na carreira que escolheu, só mostra a garra dessas mulheres.

Veja alguns dos principais desafios enfrentados pelas caminhoneiras:

Falta de apoio e empatia

Não é toda família ou companheiro que aceita que sua filha/namorada/esposa queira se tornar caminhoneira. Há, por exemplo, pais que imaginaram ou programaram a vida da filha: faculdade, carreira, casamento, filhos… e, de repente, ela não quer mais ser arquiteta, professora ou médica. Ela quer desbravar as estradas em um caminhão. Assim, passa a sentir o desconforto que isso causa em sua família. 

Na estrada, pode não ser muito diferente. Não é todo colega de profissão que vai entender a sua escolha. Assim como não é todo colega que vai ajudar em um momento de necessidade — e aqui, não entendam mal, isso pode acontecer não por  “rejeição” à colega, mas sim porque talvez nem haja camaradagem como há entre caminhoneiros homens. Não havendo essa relação, não há conversa, nem troca de ideias, muito menos um pedido de ajuda. 

Estereótipo: pré-conceito e preconceito

Ambos não trazem um significado bom e remetem a pensamentos de que a mulher caminhoneira não é feminina, não gosta de se arrumar, fazer cabelo, unhas etc.

Vamos ser claros? Uma coisa não tem a nada a ver com a outra. É meio óbvio que uma motorista de caminhão não vai usar vestido e salto para dirigir, não é mesmo? Assim como não vai arrumar o cabelo para pegar todo o vento e poeira da estrada e vê-lo se desmanchar em cinco minutos.

Entretanto, nada disso significa que ela não seja vaidosa e preocupada com a sua aparência. 

Assédio

Assédio é algo que não podemos descartar da lista de desafios e dificuldades que as mulheres caminhoneiras enfrentam na estrada. Sendo entre colegas de profissão ou não, é fato que elas precisam lidar com isso.

Por isso, as campanhas de conscientização são importantes. Por um lado, direcionadas aos colegas homens, ressaltando conceitos como respeito, empatia e solidariedade. Por outro, ressaltando a sororidade — união entre mulheres, baseada na empatia e no companheirismo. 

Fora esses mais específicos, os demais desafios são os enfrentados por todos da classe, como os riscos nas estradas — de assaltos, problemas mecânicos e dificuldade de socorro etc.

A Rede Frota tem solução para algumas eventualidades: o cartão de crédito para abastecimento que pode tirar qualquer caminhoneiro do sufoco nas estradas.

Seja você trabalhador autônomo ou motorista de transportadoras, pode fazer seu cadastro e solicitar nosso cartão. 

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2 Comments

  1. Kellen cristina
    9 de março de 2020 at 16:51

    E o sonho da minha vida
    Um dia Eu ei de chega lá

    • Elia
      9 de março de 2020 at 19:17

      Boa sorte, Kellen! Vá em frente. 🙂

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